Fábio Jr. Íntimo
Sony & BMG
2011

Direção artística(A&R): Sergio Bittencourt
Produzido por: Cesar Lemos
Exceto as faixas: “20 e poucos anos” produzido por Rogério Vaz e Cesar Lemos; e “Carango” produzido por Ed Côrtes e Rogério Pereira
Gravado nos Estudios: Miami Beat studios (Miami/USA), LG Records Studio (Los Angeles/USA) e Estúdio MOSH (SP/Brasil) ; exceto a faixa “20 e poucos anos”gravada nos estúdios Madre Musica (RJ/Brasil) e estúdios MOSH (SP/Brasil)
Engenheiros de gravação: Rodolfo Rocha e Levon Gevorgyan (Todas as musicas, exceto as faixas “20 e poucos anos” e “Carango”) ; Fabricio Matos (“20 e poucos anos”) e Rogério Pereira (“Carango”)
Engenheiro de masterização: Ricardo Garcia nos estúdios Magic Master

RELEASE:

No 25º disco em 35 anos de carreira musical, Fábio Jr. já compôs e contribuiu tanto para a música brasileira que pode gravar o que mais lhe apetece no momento. Sorte do público. Pois este “Íntimo” traz uma música assinada por ele e outras 12 que ganham as cores e nuances de quem é dono de estilo próprio.

Bastam segundos de vocal para saber que Fábio é o dono do microfone. Mas é preciso larga bagagem na música para se ter a coragem de escolher standards do cancioneiro brasileiro e vesti-las com gala, em nova roupagem. Nesta partida, Fábio dá um banho. No alcance, seu vocal se traduz invariavelmente como instrumento a liderar a canção. E a prova de que se trata de herança genética aparece nas duas contribuições vocais do disco – seus filhos Fiuk e Tainá.

O espectro de cores é ampliado pela escolha de gêneros com que trabalha em “Íntimo” – muda de uma balada pop-romântica para um jazz e encontra brecha para encaixar um toque flamenco sem esquecer do suingue.
Duvida?

“As Dores do Mundo”, de Hyldon, que abre o disco, mostra o alcance vocal citado dois parágrafos acima, em balada com guitarra hipnótica de Cesar Lemos.  Na sequência, um hit de seu repertório, “20 e Poucos Anos”. O timing é perfeito, já que quem divide o microfone com o cantor é seu filho Fiuk, que recém completou duas décadas e igualmente segue a trajetória de sucesso do pai na música. Música que aqui é marcada em suingue pelo piano e teclado de Sacha Amback e naipe de metais.

“(…) Ter uma casinha branca de varanda/ Um quintal e uma janela/Para ver o sol nascer.” A clássica letra se transforma em um quadro com a linda versão em power-pop-balada de guitarra e bateria.

Outras duas que seguem o estilo são “Paciência”, de Lenine e Dudu Falcão, e “Muito Estranho”, de Dalto. Se a primeira segue em crescente, a segunda é marcada pela diversão da interpretação de Fábio, que claramente grava sorrindo a letra non sense cheia de sentido.

Fábio transforma “Você é Linda”, de Caetano Veloso, com bateria suave gravada com vassourinha e linha de baixo e piano jazzísticos. Para se ouvir (ou se imaginar ao ouvi-la) em um balcão de bar, à meia-luz.

“Esquinas”, composta por Djavan, é apresentada quase à capela. Um violão com influência cigana, bateria suave, cello e piano completam o cenário climático.

Já em “Fullgás”, de Marina Lima, Fábio apresenta e entrega o microfone para a filha Tainá. Se você ouvir a música antes de ler este texto ou saber quem é, vai ficar se perguntando quem é esse talento da nova MPB. O cantor se contenta em fazer a segunda voz na canção. E realmente não é preciso mais que isso.

Roberto e Erasmo Carlos não poderiam faltar à festa. E vêm em “Do Fundo do Meu Coração”, uma balada suave em arranjos e execução. A balada ganha um acento funk em “Noite do Prazer”, composta por Claudio Zolli e Arnaldo Brandão. Mais uma vez contempla participação do filho Fiuk, que, versátil, troca o microfone pela guitarra-solo na canção.

Só que quando o suingue e funk comem soltos, em “Carango” (Carlos Imperial e Nonato Buzar), Fiuk pede um pedestal emprestado ao pai e volta a dialogar com ele em canção marcada pelo trompete, trombone e que poderia estar na trilha-sonora de um “Shaft” da vida. Entre elas, “Paixão”, de Kledir, a mais climática do disco, com a tríade perfeita para essa tradução tão sentimental quanto sensível: voz + violão + cello.

O disco fecha com bela canção do Jota Quest, “Dias Melhores”, em balada ao melhor estilo Fábio Jr.
Se bem que, após escutar “Íntimo”, a dúvida que resta é: em qual estilo ele é melhor?

MÚSICAS

01 As Dores Do Mundo
02 20 E Poucos Anos
03 Casinha Branca
04 Você É Linda
05 Paciência
06 Esquinas
07 Muito Estranho
08 Fullgás
09 Do Fundo Do Meu Coração
10 Noite Do Prazer
11 Paixão
12 Carango
13 Dias Melhores

AGRADECIMENTOS:

Alex Schiavo
Sergio Bittencourt e toda equipe Sony Music.
Cesar Lemos ( Produtor Musical )

Meu Filhote ( Fiuk )
Minha Gordinha ( Tainá )

Cristina
Krizia

Celso Giunti
Matheus Nazareth e toda equipe MC3

Mario Ornaghi
Rodnei ( Branca )
Helena e toda equipe AG Promoções e Fabio Jr Produções

Silmara Moraes ( Assessora de Imprensa )
Genésia Ruggiero ( Fã Clube Oficial )

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